
Bom, que seja, né?! Essa será minha primeira e creio que última experiência no SIC, mas não dá pra se formar sem apresentar... Só queria que não fosse tão chatoooo!
Eu fiz muitas coisas das quais não me orgulho, eu me fazia gostar de quem nem sabia que eu existia, pois era simples lidar com isso... E assim foi por muito tempo.
Quando eu percebi que tinha deixado você entrar eu tive medo. Medo porque eu carregava comigo todas as dúvidas que tinham colocado na minha cabeça, lá no início da minha puberdade, quando me fizeram acreditar que o que eu podia oferecer não era o suficiente. E eu sempre achei que você merecia mais. Eu sempre achei que eu não era suficiente pra você.
Eu sei que eu perdi toda aquela fase da inocência, mas eu lembro de como você olhava pra mim...
Nesses anos todos eu sempre pensei que nos encontraríamos de novo e que eu poderia dizer tudo isso. Sei que você tinha sonhos e esperanças a respeito de nós e não sei se ajuda ou não saber, mas eu nunca consegui sentir por ninguém o que sentia... Eu simplesmente não consigo deixar ninguém mais entrar.
Ainda hoje me pego pensando se eu estou indo no caminho certo e o que você diria a respeito da pessoa que eu me tornei. Ainda tenho aquele mundo de pseudoproblemas, pois a minha vida é e sempre será uma novela mexicana (goste ou NÃO). A pergunta que eu não consigo responder é: até quando você será o único mocinho desse folhetim?
No quesito integração, a nota foi bem baixa, pois as festas que são – eram – clássico não aconteceram. Tirando o coquetel de abertura, no qual a comida foi disputada a tapas e empurrões, não tivemos outros momentos que possibilitassem a integração do pessoal (considerando que foi no primeiro dia ele nem conta). Não que não tenha havido outros eventos culturais, aliás esse foi um ponto a favor, afinal assistimos dois espetáculos lindos no Teatro Amazonas: o Balet folclórico e a Filarmônica de Manaus. Mas esse tipo de situação não é próprio para conhecer gente nova... Ah, teve o jantar de adesão (clásssco também), entretanto não foi feito para o povão IC, pois R$60,00 num jantar que não durou mais de três horas é inadmissível pra mim e pra esmagadora maioria que se inscreveu.
Outro deslize foi não fazer nem uma camiseta do Congresso. Tudo bem que todos ganhamos a tal mochilinha que continha o material, mas eu bem que queria poder exibir por ai uma camiseta “Fui no 61º Congresso de Botânica em Manaus”. O chapeuzinho com o qual apareço em quase todas as fotos foi comprado lá, mas num estande da Verde Gaia. Eu procurava um desses há tempos e foi um dinheiro muito bem gasto...
A organização era fora de série, no mal sentido do termo. Primeiro dia de congresso, um mundo de gente pra pegar o material e a distribuição era feita do A ao J, do K ao M e do O ao Z. Nem preciso dizer que a primeira fila era quilométrica!!! Isso também me lembra que alem de tudo deram o meu material pra outra Cristiane (que agora eu conheço) e eu fiquei sem crachá por dois dias.
Por enquanto é isso. Vou lembrando de tudo aos poucos...
O pior de tudo foi sair daqui com uns 10°C e chegar em Manaus num calor de 34°C e ter vagar pelas ruas a procura do Hostel, que os “nativos” não conheciam. Se bem que o povo por lá não sabe o nome das ruas e a resposta que mais ouvi nos dias que passei por lá foi “É loooooonge”. Ah, e também: “Hi”. A Estela e eu juntas poderia causar outra reação?!
Havia alguns estrangeiros no Hostel e eu pude perceber que o meu inglês dá conta de entender o que dizem, mas na hora de falar eu sempre travava. Isso tudo é culpa do nervosismo que dá quando alguém fica olhando pra mim esperando que eu reaja de alguma forma...